Pela Ordem!

Cobertura do júri simulado do curso de Direito realizada pela equipe de jornalistas da UniBrasil

Promotor admite falha nos autos

O promotor Carlos Eduardo Iarschecki.

O promotor Carlos Eduardo Iarschecki

Após a sentença, nossa equipe foi conversar com o promotor de Justiça Carlos Eduardo Iarschescki. Para ele, a decisão de inocentar o réu foi correta, pois embora ele seja encarregado de acusar o réu, ele admite que foi apresentadas falhas nos autos.

Aluno que representava o réu comemora o resultado

10390086_672127259520096_5059859211663268421_nO aluno Carlos Evandro de Lima Junior, de 38 anos, representou o réu Mauro de Oliveira, concedeu entrevista exclusiva para as repórteres da equipe Pela Ordem! Bruna de Oliveira e Sara Erthal. “Fiquei muito amedrontado porque, como o réu tinha crescido num ambiente pouco favorável, temi que ele fosse condenado injustamente. Mas durante o julgamento, confiei plenamente na equipe de defesa e que eles iriam provar a inocência do réu”.

 

Público em dúvida sobre a qualidade das argumentações

lucas e matuesConversamos com dois espectadores do Júri, Lucas e Mateus, do colégio Marista, ambos de 17 anos. Quando questionados sobre o réu, ambos ficaram em dúvida, pois não têm certeza se o réu é culpado ou inocente. Sobre a atuação dos grupos de advogados, os alunos acreditam que a acusação foi melhor.

Júri profere a sentença: réu não é culpado

Júris decidem destino do réu.

Júris decidem destino do réu

A primeira votação do júri foi para saber se houve homicídio ou não. Os jurados consideram que houve homicídio. O segundo quesito era a votação para saber se o réu cometeu o crime o crime. Por quatro votos a um, o júri definiu que não. Os demais quesitos foram anulados devido ao último resultado.

Pela votação da materialidade do caso, o Juiz define pela inocência do caso. O réu Mauro de Oliveira foi liberado para ir para casa. A sessão foi encerrada com risos e aplausos da Defesa.

Defesa apela para a vida sofrida do réu

Segundo o advogado de defesa Christofer Dutra, o réu Mauro de Oliveira teve uma vida difícil. Desde pequeno, viveu em uma favela e teve uma vida contubada. Segundo o acusado, ele só teria entrado na casa para tomar um “gole de vinho” para se esquentar e afirma que as testemunhas não o viram e nem viram a morte de Wagner.

Jurado confronta os advogados com pergunta

Jurado Felipe, aluno do colégio Marista, pede espaço para fazer mais uma pergunta. Por ser um júri acadêmico, o juiz Miguel Faret cede o espaço. O jurado então aponta sua dúvida: se as pessoas que estavam presentes no local do crime estariam dormindo ou não.  Como havia solicitado apenas uma resposta de “sim” ou “não”, o jurado cortou a resposta da promotoria, causando comoção no auditório.

Dúvidas rondam a cabeça dos jurados

Júri questiona as partes.

Júri questiona as partes.

Cheios de dúvidas, o júri começa a questionar a Defesa e a Promotoria. O primeiro questionamento foi sobre a contradição dos policiais. O promotor respondeu que essa contradição é um argumento da Defesa, mas não uma verdade. Um dos jurados pediu a ficha criminal do réu.

Também foi perguntado se a testemunha estava no local. A resposta dada foi a de que ele estava na rua e viu Amarildo saindo do local do crime. Outra questão levantada foi o número de pessoas que estavam na casa no local do crime. As duas partes responderam que havia outras duas pessoas dormindo.

Idade do réu é revelada após discussão

Foi divulgada a idade do réu no momento de crime: Mauro de Oliveira tinha 29 anos quando teria cometido o assassinato. A defesa tinha recusado de revelar sua idade, em razão de não ser relevante para o caso. Com a insistência da promotoria, foi divulgada a idade do réu no momento do crime.

Paulo Coen, do curso de Direito: “alunos nos surpreendem a cada evento”

PauloProfessor Paulo Coen, que coordena a atividade, afirma que não se pode ainda tirar conclusões se o réu será condenado ou inocentado. “Não podemos tirar conclusões neste caso, pois não é o juiz que decide e sim o corpo de jurados, que é formado por populares”, diz.

Segundo o professor, que coordena o evento há 7 anos, a aprendizagem dos alunos surpreende a cada evento. “O intuito do Júri Simulado é justamente este: promover o avanço da aprendizagem e a troca do conhecimento entre os alunos de diversos semestres e de diferentes instituições”, comenta.

Oficial de Justiça opina: “réu será inocentado”

Oficial

 

O oficial de Justiça André Luiz da Silva, responsáveis pela ordem do tribunal e pela garantia do sigilo dos votos, acredita que o réu vai ser inocentado. “De acordo com as provas apresentadas, houve falhas técnicas”, diz.

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